quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O caso da exposição na Câmara...


Charge por: Vinicius de Oliveira e Bruna Radtke

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A conexão da indústria fonográfica caiu


O ministro Gilberto Gil sempre foi visionário. Desde suas épocas ao lado de um dos movimentos mais autênticos e inovadores na música mundial, o tropicalismo, ele vem aparecendo como uma mente a frente de seu tempo. Apesar da caretice de alguns momentos “sou homem sério”, pelo qual já passou Caetano Veloso, e pelo qual ficou Maria Bethânia, o ministro-músico sempre percebeu a chuva vindo antes da nuvem carregada. Mais uma vez ele prevê o tempo e se antecipa com seu guarda-chuva.

Dessa vez, esse movimento tático de Gilberto Gil terá até show de lançamento. Em São Paulo, o ministro apresenta o show “Banda Larga”, que tem esse nome pra enfatizar a idéia que o músico tem sobre a internet como ferramenta democrática e a sua posição favorável a algumas maneiras de compartilhamento de arquivos.

Sabe aquele ditado “se não pode vencê-los, junte-se a eles”? Para Gilberto Gil funcionou assim. Os vídeos, fotos e até áudios que pipocam na internet sem nenhum controle serviu como uma ferramenta de divulgação. Em eras que se fala tanto em web 2.0, 3.0 e outras coisas ponto zero, o controle deve haver em alguns pontos, mas em outros não. E a inteligência de Gilberto Gil funcionou nesse ponto. O ministro incentiva o público a bater foto, gravar em vídeo e áudio e depois disponibilizar na internet, inclusive no próprio site do cantor.

Um movimento como esse, vindo do Ministério da Cultura, sinaliza apenas que o mercado fonográfico, os artistas e os consumidores precisam rever o padrão sobre consumo de música. Parece até bobo dizer isso, mas, por incrível que pareça, ainda existem pessoas que querem segurar um elefante com um fio de cabelo. No final da década de oitenta existiu na Inglaterra uma campanha contra as pessoas que copiavam seus vinis para fita cassete e distribuíam. A indústria não venceu essa briga. Teve que se reinventar. Chegou o compact-disc e ela respirou. Da metade pro final da década de 90, a indústria se sentiu apertada novamente e tentou controlar. Burrice pura. Já tinha passado por uma experiência parecida e errou do mesmo jeito. Agora, tardiamente, pensa alternativas. Só digo uma coisa, não adianta mais.
O compartilhamento gratuito de música é um movimento inevitável e incontrolável. Algumas iniciativas aparecem como solução. Alguns álbuns estão sendo lançados no formato pen-drive, outros vêm com material extra e outros nem recebem embalagem física. A “banda larga” de Gilberto Gil é só mais um exemplo. A indústria fonográfica vai morrer. Pelo menos da maneira como a conhecemos. Isso já é fato. O que se deve pensar é o que ela vai se tornar. Os acordes precisam ser revistos e a letra deve ser outra. O texto termina aqui. Vou ouvir o disco que acabei de baixar e que deve ser lançado daqui um mês.

Uma moeda. Mais de um valor

Mais de 400 alunos já foram penalizados no Colégio Evangélico Jaraguá, em Jaraguá do Sul, que, por causa disso, recebeu repercussão nacional. A cada palavra “feia”, o estudante paga multa de R$ 0,10. O assunto gerou polêmica, como era de se esperar. Deixando de lado as inúmeras teorias pedagógicas que poderiam ser referenciadas, vamos cair no clichê de apresentar os dois lados dessa moeda. Além disso, fica a pergunta: Punição ou confiança? Vale questionar a eficiência de tal método e como ele interfere no comportamento e na visão do aluno perante a sua escola.

Antes de tentar comprovar a eficiência do método usado em Jaraguá do Sul, vale contar uma pequena história sobre uma escola em Balneário Camboriú, no bairro Barra do Rio. A Escola Dona Lili tem uma interessante eficácia quanto ao cumprimento de horários. Quando chega a hora de sair para o recreio, o professor avisa e os alunos saem. Não há sinal sonoro. E pra voltar pra sala? Sem sinal sonoro, deve ser um inferno. Ao contrário. Os alunos verificam seus relógios e voltam para a sala. É claro que a medida já foi testada e é usada há algum tempo. Segundo o Colégio Evangélico Jaraguá, desde que o sistema de cobrança de multa foi implantado, o número de palavras “feias” pronunciadas diminui. Ou seja, a escola pune internamente, não ensina que é desrespeitoso ou algo assim, apenas pune. Lá fora, os pais que se virem. Nos dois casos temos a comprovação da eficácia.

Agora, com o primeiro ponto já comprovado, temos que responder a pergunta sobre o comportamento e a visão do aluno perante a escola. O estudante de Jaraguá do Sul, se cometer o erro de pronunciar um “palavrão”, sente no bolso as conseqüências. O ato da punição gera um muro invisível entre a criança e a escola, e, assim, dificulta o trabalho daquela instituição por não se identificar e nem se sentir à vontade nela. Já o aluno de Balneário Camboriú aprendeu, e esse é o papel da escola, que tem que seguir certas normas para o bom andamento das atividades. Além disso, na hora do recreio, o diretor da escola Dona Lili bate pênaltis com os alunos. Por mais que o aluno possa ficar chateado de levar um gol do diretor, a relação entre ele e a escola fica muito mais estreita e, por isso mesmo, facilita o aprendizado.
A escola moderna não pode trabalhar com o fator “medo”. A escola deve aprender a ensinar pelo mesmo caminho que se cria uma amizade, ou seja, criando laços de confiança. Dessa maneira, os dois lados da moeda ganham. A escola ganha um aluno que se identifica com a instituição e facilita o contato e o aprendizado, e o aluno ganha uma escola que ouve, o que tiver que ouvir, e que vai buscar, através da confiança, ensiná-lo.

Eu quero um banjo

Meu grande sonho de momento é ter um banjo 5-strings. Os sonhos sempre apresentam melhor uma pessoa que seu nome. O meu no caso é Vinicius, mas isso é o menos importante. Ao invés de dizer que existe música em cada fio de cabelo, ou que ela navega nas minhas veias, prefiro dizer que eu sou uma música em composição.

Sou um projeto de jornalista e um músico preguiçoso. Pra mim, o jornalismo vai servir como válvula de escape para os sentimentos que a música me proporciona. Enfim, música é o que me guia.